ROLHA PEDAGÓGICA

24/02/2016 16:24

Um supervisor visitou uma escola fundamental. Em seu trajeto, observou algo que lhe chamou a atenção: Uma professora estava entrincheirada atrás de sua mesa na sala de aula. Os alunos faziam a maior algazarra. O quadro era caótico. Deciciu, então, se apresentar:

- Com licença, sou o Supervisor... Algum problema?

- Estou completamente perdida, senhor. Não sei o que fazer com estas crianças... Não tenho lâminas de apresentações, não tenho livros, o ministério não envia sequer o mínimo material didático, não tenho recursos eletrônicos, não tenho nada novo para lhes mostrar, nem o que lhes dizer.

O Supervisor, que era um docente de alma, viu uma rolha sobre o escritório, a tomou e, com serenidade oriental, falou com as crianças:

- Alguém sabe o que é isto?

- Uma rolha!!! - Gritaram os alunos surpresos.

- Muito bem! E de onde vem a rolha?

- Da garrafa. Uma máquina as coloca. - De uma árvore, da cortiça, da madeira - respondiam as crianças animadas.

- E o que dá para fazer com a madeira? - continuava entusiasta o docente.

- Cadeiras, uma mesa, um barco...

- Muito bem, então teremos um barco. Quem se anima a desenhá-lo? Quem faz um mapa na lousa e indica o porto mais próximo para o nosso barquinho? Escrevam a qual Estado brasileiro coresponde. E qual é o outro porto mais próximo que não é brasileiro? A qual país corresponde? Alguém lembra que personagens famosos nasceram ali? Aleguém lembra o que produz esse país? Por acaso, alguém conhece alguma canção desse lugar? E assim começou uma aula variadíssima de desenho, geografia, história, economia, música, etc...

A professora ficou muito impressionada. Quando a aula terminou, comovida, disse ao Supervisor:

- Senhor, nunca esquecerei a valiosa lição que hoje me ensinou. Muitíssimo obrigada!!!

O tempo passou. O Supervisor voltou à escola e procurou pela professora. A encontrou novamente encolhida atrás da mesa em sua sala de aula.

Os alunos, outra vez, em desordem total.

- Mas, professora, o que houve? Lembra de mim?

- Mas é claro, como poderia esquecê-lo? Que sorte que o senhor voltou. Não encontro aquela rolha. Onde a deixou?

 

Moral da história: Quando alguém não tem vocação para o que deve realizar, nunca vai achar a rolha!

 

Autor desconhecido


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